quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ebó ( especifico do camdomble)


Qual o significado de um ebóDando seguimento em meu trabalho e . ensinar o pouco que sei dentro do culto religioso ao Orixá (candomblé ou Umbanda), trago hoje de uma forma bem explicativa e cultural o siginificado de um Ebó, já que boa parte dos espiritas acham que ébo é a simples ação (macumba) de se retirar algum negativo (mal) de uma pessoa. O termo ebó  tem pelo menos 2 significados práticos. O primeiro quando é usado para denominar um processo de limpeza, chamado também de sacudimento por muitos. O segundo quando é usado genericamente para o ato de fazer uma oferenda e as vezes para a oferenda em si, não importando se esta oferenda é uma comida ou sangue.

A palavra ebó – significa sacrifício e devemos entender isso de uma forma ampla e não somente o que requer sangue.O ebó uma oferenda a ser feita para os ancestrais ou orixá (òrìṣà) em agradecimento por benção recebidas ou na intenção de resolver problemas ou obstáculos, abrir portas e oportunidades. Os itens normalmente se compõe de itens comestíveis como frutas frescas, água, bebidas destiladas, mel e azeite. Além disso o ebó (ẹbọ) pode conter outros itens como dinheiro, roupas, búzios e ervas.

Alguns tipos de ebó são colocados dentro de casa e outros devem ser colocados no tempo. Ebó , é assim uma oferta ritual, um forte elemento e o motivo final do processo de consulta ao oráculo. Ele tem uma função central no processo de consulta. O ritual de oferta consiste de uma liturgia elaborada com objetivo de apresentar uma comida e bebida através dos quais o homem manipulará e usará para intermediar com as divindades em seu próprio benefício. O relacionamento entre os seres humanos e as divindades é expressado e obtido através da execução de rituais e liturgias, e isso ocorre em qualquer religião sendo essa, a ritualização, a base da necessidade e existência das religiões uma vez que a sua razão é a ligação entre o homem e o divino. A colocação ou citação do oráculo como parte do processo de um ebó é intencional, em se tratando de Candombléou de Ifá, não existe sentido em se estabelecer a necessidade de se fazer um ebó  sem que o oráculo esteja envolvido. Estamos tratando de uma processo de transmissão, equilíbrio e reposição de axé  através de orixá e com a interferência de um “operador” qualificado o sacerdote, dessa forma a necessidade disso, a composição, local, etc. tem que ter sido definido através do oráculo, é assim que as coisas funcionam,  Os rituais e litugias conectam o mundo físico ao mundo espiritual de forma a trazer harmonia e equilíbrio para o nosso dia a dia.

A realização das liturgia e rituais através do ebó re-ordena e corrige o relacionamento entre a divindade e o homem trazendo o equilíbrio que se deseja. Segundo Abímbọ́lá, todo conflito no cosmo Yorùbá pode ser eventualmente resolvido através do uso do ebó. O sacrifício é a rama que traz a solução e tranquilidade ao universo e que ordena os problemas do dia a dia.

Quatro coisas são importantes para a eficácia de um ebó .

- A primeira é o correto uso de cada elemento ritual que é especificado para o odù que foi revelado na consulta ao oráculo.

- Segundo isto tem que ter objetivo e propósitos reais e sinceros.

- Terceiro, tem que ser espiritualmente tratado por sacerdotes.

- Quarto, existe a necessidade de existir uma integração entre o sacerdote, o consulente e as forças espirituais que serão movimentadas para se obter o resultado desejado. Mais ainda, quando este relacionamento é próximo, as ervas, se forem necessárias, irão curar de fato.

Algumas vezes o ebó  não virá na forma de uma oferenda física, mas sim através de regras de comportamento e proibições. Por exemplo, não frequentando alguns lugares, não consumindo determinado tipo de alimento, não fazendo determinado tipo de tarefa ou comportamento, adotando uma rotina de rezas, etc.. Uma parte muito importante de um ebó (ẹbọ) é se determinar a quantidade de tempo que ele vai ficar exposto e o local onde será colocado depois. Alguns Odú podem permitir colocar seu ebó (ẹbọ) em uma lixeira, mas normalmente algum lugar da natureza poderá ser a melhor escolha. Esta definição é parte do processo do oráculo. Mas em relação a seu significado o mais importante é entender que o ebó é mais do que um conjunto de itens físicos. Ele é parte de um sistema de forças e energia que é movimentado no momento em que se inicia a consulta ao oráculo, quando olódùmarè se utilizará de Orunmilá e de seus ministros, os orixá  e ancestrais, para poder mudar ou corrigir uma determinada situação, e neste processo, exu é o elemento transportador de energia, ou axé. Assim todo o conjunto espiritual que compõe os fundamentos da religião se movimentam através de uma simples consulta a Ifá, ou seja, um jogo de búzios. Não podemos entender o significado de um ebó (ẹbọ) se não compreendermos este sistema metafísico que está envolvido e suas diversas engrenagens.

Ebó de Araiê, trabalho que é feito para despachar negatividades da parte de Egun e de Exú. 
A antinga apelidada como (limpeza de corpo) feito para desobistruir todos os caminhos da vida tanto financeiro, profissional ou amoroso. 
Cada terreiro ou Ilê faz de maneira diferente dependendo da naçao.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O segredo nas folhas


ERVAS NA UMBANDA

Por quê estudar ervas na Umbanda?

Porque as ervas estão presentes em todas as religiões, dentro de todos os rituais religiosos, desde sempre. E a Umbanda é a religião da natureza. Da natureza elemental e da natureza humana.

As ervas são organismos vivos. Há uma vida espiritual contida em cada erva. Isso é chamado de *Imanescência Divina, o espírito vivo de Deus que anima tudo. Dos elementos da natureza o mais parecido com o da natureza humana é o vegetal, pois ele nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse espírito vivo possui características energéticas definidas pela vibração passada aos organismos à sua volta. Essa vibração magnética é polarizada, ou seja, pode ser positiva ou negativa. Então, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. Energia que está presente na vibração do orixá com a energia que está presente na vibração da erva.

Para o uso correto de uma erva é necessário saber: o nome da erva e o verbo atuante. **Verbo é o poder realizador divino, é o poder de transformação, consequentemente é magia. O que movimenta ou ativa o poder realizador é o propósito, a intenção.

Uma mesma erva pode proporcionar mais de um poder realizador. Como exemplo a hortelã que é antigripal, vermífugo, estimulante, refrescante, etc.

Uma mesma erva pode ser atribuída a varios orixás. Não pela sua cor, seu formato ou seu visual, e sim pela vibração. Afinal, os orixás estão ligados entre si.

Pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a imanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático. A erva seca carrega todos os fatores anteriores e mais ainda o fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação. Qual é a melhor?

A melhor é aquela indicada pelo seu guia ou protetor de acordo com a necessidade. Ou ainda, nos dias corridos de hoje, a que está mais fácil de se obter. Também sempre lembrar que a lua influencia na quantidade de água na planta. Em luas cheias e crescente haverá mais água nas folhas, e em luas nova e minguante, nas raizes.

As ervas são classificadas como Quentes ou Agressivas, Mornas ou Equilibradoras e Frias ou Específicas. Isso não é uma classificação de acordo com a temperatura da erva, e sim de acordo com seus fatores.

As ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas. Dissolvem larvas astrais, miasmas e cascões energéticos. São muito usadas pelos exus, pelo campo de ação deles, pois atuam na natureza humana, nas linhas de choque (demandas, magias negativas, projeções mentais, etc.). Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar. Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.

As ervas mornas ou equilibradores carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo, adequar o padrão energético para não atrair o semelhante. Reconstitui a aura que pode ter sido “esburacada” por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar, energizar. Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.

As ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc. Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa, manjericão.

Observar que uma erva pode ser ao mesmo tempo quente, morna e fria, pois carrega mais de um fator realizador. Os padrões energéticos se complementam, nunca se anulam. Então, por exemplo, pode-se associar o uso de todas elas na preparação de um banho. Neste caso volto a frisar a palavra mágica “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva. E esperar o merecimento...

Quando é falado em erva subentende-se toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida extraídas da casca das árvores, muito usadas em defumações.

Sabendo de tudo isso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Defesa contra Magia Negra

Invocação de Salomão

Esta oração deve ser recitada voltado para Leste.

Oração

Poderes do reino, fiquem sob meu pé esquerdo e em minha mão direita. Que a glória e a eternidade toquem meus dois ombros e me conduzam pelos caminhos da vitória, misericórdia e justiça. Que sejam a harmonia, equilíbrio e o esplendor deminha vida, minha inteligência e sabedoria. Dai-me a coroa, espíritos de Malkut, conduzam-me entre as duas colunas sobre as quais se apóiam todo o edifício do templo. Anjos de Netsah e de Hod, sustente-me sobre a pedra cúbica de Yesod. Ó Gedulael! Ó Geburael! Ó Thiferet! Binael, intensifique em mim teu amor, Ruach Hochmael, sejas minha Luz, sejas o que tu és e o que serás, ó Ketheriel! Ischim, auxilia-me em nome de Shaday, Querubim, ceda-me tua força em nome de Adonay. Beni-Heloin, venham como irmãos, em nome do Filho e pelas virtudes de Zebaoth! Elohyn, combata a por mim em nome de Tetragrammaton! Malachim, proteja-me em nome de IEVE. Seraphim, torne puro meus sentimentos em nome de Eloah. Hasmalin, ilumina-me com o brilho dos Elohyns e de Schechinah. Aralim, obrai! Ophanin, gire e resplandeça! Hajot ha Kadosh, grite, fale, ruja, muja! Kadosh, Kadosh, Kadosh, Shaday, Adonay, Jeováh, Ehyeh asher Ehyeh. Aleluia, Aleluia, Aleluia. Amém, Amém, Amém.

Nota

Coloca-se de joelhos para invocar os anjos dos sete planetas, fazer antes um Pai-nosso e logo invocar:

Invocação

Miguel, Haniel, Raphael, Gabriel, Cassiel, Camael, Samael. Ó grandiosos anjos, venham ao meu socorro. Reforcem meus desejos e atendei-os (faça o pedido).

Nota

Levante-se e ponha-se de pé e faça a seguinte oração:

Oração

Ó Poderosos auxiliares a quem invoco. Pelos tronos de Adonay, Ágios, Theos, Ischiyros, Athanatos, Paracletos, Alpha e Ômega, e por Haec e seus três nomes secretos, Agla, On, Tetragrammaton, que hoje possam dispensar suas atenções a mim, em nome de Cristo, atendendo a minha vontade!

Porque usamos o Branco na Umbanda


Dentre os princípios da Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento, é o uso da vestimenta branca.Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade anunciadora da nova religião, ao fixar as bases e diretrizes do segmento religioso, expôs, dentre outras coisas, que todos os sacerdotes (médiuns) utilizariam roupas brancas.

Mas, por quê?

Teria sido uma orientação aleatória, ou o reflexo de um profundo conhecimento mítico, místico, científico e religioso da cor branca?

No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior.As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o “branco”, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes.

Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos.

O próprio Cristo, Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia.

Nas guerras, quando os adversários, oprimidos pelo cansaço e perdas humanas, se despojavam de comportamentos irracionais e manifestavam sincera intenção de encerrarem a contenda, o que faziam? Desfraldavam bandeiras brancas!

O que falar então do vestuário dos profissionais das diversas áreas de saúde. Médicos, enfermeiros, dentistas etc., todos se utilizando de roupas brancas para suas atividades.Por quê? Porque a roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe.

Se não bastasse tudo o que foi dito até agora, vamos encontrar a razão científica do uso da cor branca na Umbanda através das pesquisas de Isaac Newton, através do que hoje conhecemos  como “ Disco de Newton”.
Este grande cientista do século XVII provou que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores existentes.

Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura cósmico-astral todas as demais irradiações (Oxossi, Ogum, Xangô, etc.).

A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem teve a missão de anunciar a Umbanda.

Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!

Guias ``colares`` sagrado

Magia da guia

Uma vez perguntei ao  Mae Ofa e a Pai claudio o que poderia ser tirado do ritual da Umbanda. Responderam: "vou dizer o que não se pode tirar: as guias, os elementos, os mantras e a quimbanda". Na verdade, pela resposta, sobrou muito pouco. Mas voltemos às guias. A guia é o elemento de ligação entre o médium e o espírito. Imanta-se um campo de força nela centralizado, criando uma eficiente proteção contra eventuais energias negativas. Sempre carrego uma guia de miçanga pequena com a cor de meu Orixá.

Tempos atrás no encerramento de um trabalho de praia, uma médium não estava bem. O trabalho tinha começado às 20:00 horas. Eram quase 5:00 horas da madrugada. A última coisa que queria era perder tempo para o encerramento. Quis ser rápido. Não hesitei. Agarrei as mãos da médium e puxei aquela energia ruim. Em mim, saberia o que fazer. Deu certo, mas, além da indesejável vibração, atrasei catando na areia as contas da minha guia rompida no instante da passagem energética. Descobri ser ela um pára raios, ou melhor, um pára energias. A guia deve ser feita de acordo com a vontade do espírito. Guia não é colar e, muito menos, enfeite. Existem vários tipos de guia. A guia do Orixá cósmico é feita com pedras da cor cultuada pelo dirigente do terreiro. São pedras de cristal e suas miçangas podem ser distribuídas com bom gosto. Mas jamais exageradas ou grande.

Deve ser usada pendurada no pescoço e nunca atravessada no ombro. Guia de caboclo é feita com sementes de capiá, também conhecida como Lágrimas de Nossa Senhora, outras sementes como coronha (olho-de-boi), dentes, pedaços de ossos, bambus, conchas e outros elementos marítimos e até penas coloridas, tudo de acordo com a solicitação da entidade e conforme a sua origem.

Os pretos velhos são mais simplórios em suas guias. Gostam de muita simplicidade e preferem a guia inteira de sementes de capiá e poucos elementos.
uma vez um amigo fez uma guia para o Preto velho de angola, meu padrinho. Caprichou. Fez toda cheia de elementos compatíveis com a sua força. Capiá intermediado com dentes, olho-de-cabra e outras coisas mais. Entregou-lhe orgulhoso. Ele agradeceu muito. Só que na primeira consulta deu de presente ao consulente. Fez outra. Arrebentou. Fez outra mais suave, com menos elementos. Arrebentou. Fez outra mais suave ainda. Arrebentou. Fez outra só de sementes de capiá. Até hoje ele usa. Onde errou? Subestimou sua humildade. O Pai Tobias disse-me querer em sua guia um guizo de cobra. Fiz-lhe a guia, como queria, mas sem o tal guizo. Entreguei-lhe. Ficou alegre e eu também. Afinal não tinha reclamado a falta do elemento. Fez a mesma coisa que o Pai Joaquim. Deu de presente. Fiz outra, claro, com o guizo. Não presenteou mais. Guia não é nossa. Pertence à entidade, para nossa proteção.

Magia Das Pedras

MAGIA DIVINA DAS 7 PEDRAS SAGRADAS

As pedras são elementos mágicos por excelência. Porém, sem conhecer seus fundamentos, de nada adiantará manipulá-las. Será pura perda de tempo e nada mais. Mas, um médium-magista que conheça o poder oculto do seu guia-chefe, exu, ou mesmo reino elemental regido pelo seu regente natural (Orixá ancestral), este sim poderá manipular as suas “pedras mágicas” afins e facilitar em muitos casos a ação de descarga ou mesmo cortar os efeitos (energias) de magias negativas.

A Umbanda já tem uma codificação que achamos ótima no item “pedras dos Orixás”. Mas ainda não é a codificação por excelência, pois um mesmo Orixá é o “senhor natural” de várias pedras. Portanto, não se limitem unicamente à codificação “astrológica” que já existe. Procurem nas “pedras afins” recursos mais amplos para a realização de trabalhos magísticos, ou de funda­mentação mágica de suas tendas onde praticam o mistério dos Orixás: a evolução.

Sim, porque a evolução só acontece com a espiritualização, e a Umbanda a acelera e conduz o médium até seu regente ancestral, que passa a atuar com mais intensidade na vida de seu filho natural ou filho de Fé.

O mistério das pedras é comum a todas as religiões e, quando se fala em pedra fundamental, está se referindo à pedra que sustentará uma obra, pois ela tem poderes mágicos. Quando um templo é projetado, o sacerdote lança sua pedra fundamental, à qual con­sagra com orações, invocações e men­ta­lização da divindade que será cul­tuada dentro dele depois de estar cons­truído. Toda religião tem seus rituais próprios e ocultos das massas curiosas. Muitas não admitem, mas que tem, isso tem.

Em religião, tudo é semelhante, ainda que não seja igual. Assim sendo, desde o passado, os pais no Santo, quando consagram um espaço material aberto ou fechado à manifestação dos Orixás, afixam nele um assentamento mágico fundamental coletivo, ou de todos os Orixás. Mas também assenta a sua pedra fundamental que tem cor­respondência com seu Orixá Regente, aquele que é quem o sustentará no decorrer de sua vida de sacerdote. Até seu Exu Guardião tem de ter sua pedra mágica fundamental em seu assenta­mento, para que possa resistir às in­vestidas energéticas do baixo astral.

A consagração das pedras mágicas fundamentais pertence ao próprio médium, sempre orientado pelo seu mestre pessoal (mentor) e por seu pai no Santo. Por isso não entraremos em detalhes dos assentamentos indivi­duais, pois eles mudam de médium para médium. Quanto aos assentamentos coletivos, a respeito destes comenta­remos como podem ser feitos, já que a maioria dos umbandistas desconhece como fazê-los, para que servem e como ativá-los ou desativá-los.

Vamos a algumas definições:

ASSENTAMENTO

Afixação de elementos condensa­dores de energias que são magneti­zados e recolhidos a um local fechado que serve como um ponto de forças e pára-raios de energias.

FUNDAMENTOS

Origem, identidade, base, alicerce, motivo, razão, justificativa.

PEDRA FUNDAMENTAL

Pedra da divindade que rege a vida do templo e é a base de sustentação dos trabalhos magísticos realizados pelos médiuns.

ASSENTAMENTO DE UM ORIXÁ

Afixação, em um local pré-esco­lhido e consagrado ritualmente, da pe­dra fundamental e de outros objetos magísticos, energéticos e magnéticos que foram imantados pelo Orixá e pos­suem seu axé ou força vital.

Com essas definições já podemos continuar no nosso assunto, que são as pedras mágicas.

Cada Orixá possui a sua e a imanta com seu axé, tornando-a ativa e capaz de irradiar energias elementais ou de absorver e neutralizar irradiações oriundas do baixo astral direcionadas contra o templo sob a sua guarda, evitando que elas se espalhem pelo espaço consagrado aos trabalhos espirituais, onde poderiam atingir os médiuns e perturbar as sessões de passes e consultas.

É preciso saber qual é a pedra do Orixá e consagrá-la em um ponto de forças da natureza afim com ele. Cada Orixá possui sua pedra fundamental, no entanto, como são muitos os Orixás, então recorremos àquelas afins com os regentes das Sete Linhas de Umbanda Sagrada. As sete linhas são estas:

Orixás Pedras correspondentes

Oxalá.……………………..Cristal de quartzo

Oiá..……………………… Quartzo fume rutilado

Oxum..…………………… Ametista

Oxumaré..…………………Opala

Oxóssi..……………………Esmeralda

Obá..………………………Calcedônia

Xangô..…………………….Pedra do sol

Iansã.………………………Citrino

Ogum……………………….Granada

Egunitá.…………………….Topázio

Obaluaiê…………………… Turmalina negra

Nanã Buruquê.………….. Rubelita

Iemanjá……………………..Zircão

Omulú………………………..Ônix Preto

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pontos cantados 2/2

Pontos Cantados da Umbanda

Hino da umbanda

 

Refletiu a luz divina

Com todo seu esplendor

é do reino de Oxalá

Onde há paz e amor

Luz que refletiu na terra

Luz que refletiu no mar

Luz que veio de Aruanda

Para todos iluminar

A Umbanda é paz e amor

É um mundo cheio de luz

É a força que nos dá vida

e a grandeza nos conduz.

 

Avante filhos de fé,

Como a nossa lei não há,

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

 

PONTO DE ABERTURA e FECHAMENTO das GIRAS

 

Vou abrir minha Jurema

Vou abrir meu Juremá

Vou abrir minha Jurema

Vou abrir meu Juremá

Com licença de mamãe Iansã

E de Nosso Pai Oxalá

Com licença de mamãe Iansã

E de Nosso Pai Oxalá

 

Já abri minha Jurema

Já abri meu Juremá

Já abri minha Jurema

Já abri meu Juremá

Com licença de mamãe Iansã

E de Nosso Pai Oxalá

Com licença de mamãe Iansã

E de Nosso Pai Oxalá

 

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Eu abro a nossa gira

Com Deus e Nossa Senhora

Eu abro a nossa gira

Sambolê pemba de angola

Eu abro a nossa gira

Com Deus e Nossa Senhora

Eu abro a nossa gira

Sambolê pemba de angola

 

Abriu, abriu, abriu

Abriu deixa abrir

Com as forças da Jurema

Jurema Juremá

 

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Vamos abrir a nossa gira

Com licença de Oxalá

Vamos abrir a nossa gira

Com licença de Oxalá

 

Salve Xangô

Salve Iemanjá

Mamãe Oxum, Nanã Buroquê

Salve Cosme e Damião

Oxóssi, Ogum

Oxumaré

Salve Cosme e Damião

Oxóssi, Ogum

Oxumaré

 

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Eu fecho a nossa gira

Com Deus e Nossa Senhora

Eu fecho a nossa gira

Sambolê pemba de angola

Eu fecho a nossa gira

Com Deus e Nossa Senhora

Eu fecho a nossa gira

Sambolê pemba de angola

 

Fechou, fechou, fechou

Fechou deixa fechar

Com as forças da Jurema

Jurema Juremá

 

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Vamos fechar a nossa gira

Com licença de Oxalá

Vamos fechar a nossa gira

Com licença de Oxalá

 

Salve Xangô

Salve Iemanjá

Mamãe Oxum, Nanã Buroquê

Salve Cosme e Damião

Oxóssi, Ogum

Oxumaré

Salve Cosme e Damião

Oxóssi, Ogum

Oxumaré